Gostaria de começar por esclarecer os mais distraídos sobre o que é o Estado.
A definição mais comum é a de que um Estado é uma colectividade politicamente organizada, estabelecida num território delimitado e no que diz respeito à separação de poderes são essencialmente três: função legislativa (fazer leis), executiva (concretizar as leis), judicial (julgar os litígios).
Gostaria também de lembrar o Artigo 9º.
(Tarefas fundamentais do Estado)
a) Garantir a independência nacional.
b) Garantir os direitos e liberdades fundamentais e o respeito pelos princípios do Estado de direito democrático.
c) Defender a democracia política, assegurar e incentivar a participação democrática dos cidadãos na resolução dos problemas nacionais.
d) Promover o bem-estar e a qualidade de vida do povo (…)
e) Proteger e valorizar o património cultural do povo português (…)
f) Assegurar o ensino e a valorização permanente, defender o uso e promover a difusão internacional da língua portuguesa.
Finalizo esta parte com uma breve comparação entre dois sistemas económicos e sobre os ciclos económicos.
O Sistema capitalista:
“ Assenta na propriedade privada dos meios de produção e no mecanismo de mercado. O livre jogo da oferta e da procura é uma peça chave no funcionamento da economia de mercado. Princípio do lucro máximo, balizado pelos contra poderes existentes (consumidores, imprensa, sindicatos…).
Limitações: Falta de equidade na distribuição do rendimento.
Nem sempre o mercado alcança a eficiência económica.”
O sistema socialista:
“Assenta numa economia de direcção central, onde a intervenção do Estado na actividade económica é total. O planeamento é um dos pilares deste sistema para evitar má repartição, desemprego etc.
Limitações: O Estado é proprietário dos meios de produção, o que leva a elevada burocracia para além da falta de estímulo ao incremento de inovação.
Em relação aos ciclos começo com as flutuações da actividade económica, que são oscilações com ou sem um carácter de regularidade. O seu movimento encadeia quatro fazes:
1- Prosperidade (segundo Schumpeter)
2- Crise
3- Depressão
4- Retoma
Em relação aos ciclos “Samuelson define ciclo económico como um movimento pendular do produto, do rendimento e do emprego nacionais totais, com uma duração usual de 2 a 10 anos, caracterizado pela expansão ou contracção generalizadas de muitos sectores da economia”.
Também estão divididos em fases:
1- Prosperidade, auge, ou ponto alto.
2- Crise, podendo assumir a forma de recessão (diminuição do PNB real)
3- Depressão ou ponto baixo.
4- Recuperação, expansão, reanimação ou retoma.
Tendo dito isto vejo com alguma apreensão o facto de as pessoas hoje em dia não pensarem nos seus actos.
Refiro-me as intenções de voto.
Como alguém pode acreditar em partidos que se estão nas tintas para a independência nacional, em vez de valorizar o património incentivam a vandalização e desobediência civil?
Como é possível o povo português ser tão ingénuo?
Cedem facilmente a encenações e propagandas…
Agora surgiu a “genial” ideia de que quem tem lucros não pode despedir.
Há muito tempo por esse mundo fora que os trabalhos (ou melhor empregos) já não são vitalícios.
Para não falar da falta de motivação e medíocre desempenho daí resultante.
Basta ver as empresas estatais que ano após ano dão enormes prejuízos sem ninguém ser responsabilizado.
Assim como se um funcionário do estado cometer um erro, o prejudicado é o cidadão comum que paga os seus impostos e é mal servido.
Se por uma remota hipótese essa tese do anti-lucro for avante quem quererá investir neste país?
Não conheço ninguém que invista só para fazer de conta que os seus trabalhadores trabalham.
Sem lucro como pensam essas pobres almas em pagar as dívidas externas do país? Será que tencionam empenhar o país? E como tencionaram pagar? (duvido que o façam) … isto na minha terra é roubo mas enfim vamos ver os próximos capítulos.
segunda-feira, 6 de abril de 2009
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