sábado, 25 de julho de 2009

Santos e pecadores ou a pescadinha de rabo na boca

Aproximam-se eleições legislativas e autárquicas e, com elas, uma correria às listas, aos slogans e à propaganda. Aos sorrisos e acenos no meio da rua de quem, noutras alturas, passaria opulento sem descer do seu imaginário pedestal. Pena é, com lamentável custo para a nossa região, que a vontade de trabalhar em prol de todos e o brotar de ideias de evolução para o distrito de Bragança, não seja igualmente fértil. Fenómeno que os partidos políticos parecem querer tapar como quem tapa o Sol com uma peneira. Mas este será tema para outra crónica…Há alguns dias, o país pareceu entrar em choque com declarações de Alberto João Jardim. Propunha ele que a Constituição da República Portuguesa passasse também a proibir partidos comunistas. Contextualizemos: diz o número 4 do artigo 46º da Constituição da República Portuguesa, que “Não são consentidas associações armadas nem de tipo militar, militarizadas ou paramilitares, nem organizações racistas ou que perfilhem a ideologia fascista.”.Obviamente que concordo com este preceito constitucional, mas parece-me de elementar justiça considerar que ele peca por limitação. Se é óbvio que contesto veementemente os regimes fascistas – e com eles nenhuma ideologia ou simpatia professo – é igualmente verdade que os milhares de mortos, os regimes ditatoriais e sem liberdade dos regimes comunistas merecem igual repulsa. A vida humana e a liberdade são valores de tal modo fundamentais que merecem estar acima de qualquer discussão político-partidária ou sequer ideológica. Bem como obviamente a condenação dos regimes que atentam contra a vida e a dignidade humana. Foi o que aconteceu na Alemanha fascista. Foi o que aconteceu no regime comunista da antiga União Soviética.Quer isto dizer ilegalizar o Partido Comunista Português? Obviamente que não, porquanto não se conhecem as suas pretensões para implementar em Portugal o regime sangrento e autoritário atrás mencionado. O que defendem inúmeros constitucionalistas é que se iguale na Constituição da República Portuguesa quer a proibição de associações que defendam a ideologia fascista quer os que defendam radicalmente o comunismo soviético.Claro que questão diferente, e que causa dúvida e constrangimento, é o facto de o Partido Comunista Português não condenar regimes ditatoriais como o da Coreia do Norte (que o Deputado Comunista Bernardino Soares disse em entrevista ser uma “democracia”) ou o despotismo de Cuba, que ainda na passa semana a representante do PCP no programa de debate político na RTP disse não ser uma ditadura.



Ana Soares

http://diariodetrasosmontes.com/cronicas/cronicas.php3?id=1041&linkCro=1

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Banda Filarmonica de Bragança


Jonal Nordeste
SECÇÃO: Informação Regional
Até final do ano, o grupo musical vai ocupar o edifício da Escola de São Sebastião




Banda Filarmónica renovada Com novo reportório e imagem, a Banda Filarmónica de Bragança (BFB) apresentou-se no palco do Teatro Municipal à população da cidade, no passado sábado. Trata-se de um grupo musical que teve origem em outros conjuntos, como a Mini Banda de Bragança. “A Banda Filarmónica assenta nas tradições e é herdeira de outras bandas, pelo que, com esta mudança, prestamos homenagem às velhas figuras que já cá andaram”, adiantou o presidente da direcção da BFB, Manuel Esteves. Além das novas músicas e instrumentos, também o número de elementos sofreu uma alteração. “A qualidade musical, a própria aprendizagem e o número de músicos modificaram-se, tendo duplicado”, sublinhou o responsável. Segundo Manuel Esteves, “Temos agora uma nova imagem que é a de Banda Filarmónica, pois até aqui era a de uma Mini Banda. Não tínhamos, mesmo, condições para estar em palco e agora temos um conjunto de instrumentos e estruturas que vieram mudar a imagem da banda”. A par deste conjunto de mudanças e novidades, a BFB vai passar a ter, até ao final do ano, uma sede, já que a Câmara Municipal de Bragança celebrou um protocolo de cedência das instalações da Escola de São Sebastião, no centro da cidade. “Temos andado com a casa às costas, mas quando a Escola Primária de São Sebastião for desocupada, passaremos a ter uma sede própria”, acrescentou o responsável. Recorde-se que a BFB conta com 44 elementos, dos quais cerca de 80 por cento têm menos de 20 anos. Inclui, ainda, uma Escola de Música com 20 crianças, que virão a integrar o grupo da Banda.
Por: Sandra Canteiro